Homenagem ao dia das mães

Dias das mães chegando, e nada mais justo do que escrever algo em homenagem à essas GUERREIRAS.

Guerreiras sim, pois depois de nos carregar por 9 meses, ainda tem que nos aturar pelo resto da vida, trocando nossa fralda, levando para a escola, o stress da primeira nota vermelha, as reclamações para estudarmos, a alegria de ver o filho com a primeira namorada, a emoção de ter o filho de cabeça raspada quando passa no vestibular, e ainda assim achar que ele está lindo. O sentimento de dever cumprido quando vê ele recebendo o diploma da faculdade, o misto de tristeza e alegria ao vê-lo partindo para construir a sua nova família.

Oh, nasceu! É um menino! E então ela chora de emoção e felicidade, e vai te ajudar (como toda avó coruja) a trocar a fralda, fazer aquele mingau delicioso que só ela sabe fazer, vai paparicar o netinho, e se emocionar novamente em cada fase da vida dele, e vai se sentir orgulhosa de ter o filho que tem, e ver o homem que ele se tornou.

Porque todos dizem que temos que criar os filhos para o mundo, mas mãe que é mãe, cria os filhos só para elas, não por egoísmo, mas por proteção. Mãe quer sempre o filho dela por perto, e sofre quando ele está longe, e o filho quando é amado, também sofre quando não está perto de sua mãe.

E nada mais justo do que, fazer uma singela homenagem às mães com um texto que se segue:

Uma mulher, chamada Eva, foi renovar a sua carteira de habilitação.

Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão.

Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.

- “É que a todas eu pergunto se tem um trabalho”, insistiu o funcionário.

- “Claro que tenho um trabalho!”, exclamou Eva. “Sou mãe”.

- “Não consideramos ‘mãe’ um trabalho. Vou colocar ‘Dona de casa’”, disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica.

A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante. 

- “Qual a sua ocupação?”, perguntou.

Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:

- “Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas”.

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.

Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.

- “Posso perguntar”, disse-me ela com novo interesse, “o que faz exatamente?”

Calmamente, sem qualquer demonstração de agitação na voz, ouvi-me responder:

- “Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em um regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?), o grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para não dizer 24…)”.

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebê de seis meses), testando uma nova tonalidade na voz.

Senti-me triunfante! Maternidade… que carreira gloriosa!!!

Assim, as avós deviam ser chamadas “Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas”, as bisavós “Doutora-Executiva-Sênior”, e as tias “Doutora-Assistente”.


Uma resposta para “Homenagem ao dia das mães”

  1. Deise Disse:

    Esse blog é sua cara… o epsódio com a velox… ops! Lerdox, foi ótimo!!!
    Também adorei a homenagem ao dia das mães… Elas merecem!Parabéns pela criatividade, vc é d+! :)

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